quarta-feira, 18 de maio de 2011

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Repensando os Valores da Família

Neste mês aconteceu um fato inesperado e trágico que culminou com a morte de 12 crianças e um suicídio do causador da tragédia. Em Realengo – RJ ficou marcado para sempre esse acontecimento terrível. O jovem Wellington desequilibrado torna-se conhecido e revela-se como sendo mais um pseudo cristão.
Podemos encarar a família como uma prisão ou um lugar de abrigo. Um espaço de trocas ou de isolamento coletivo. Um agente de mudanças ou um dispositivo de alienação. De qual família estamos então falando e o que estaríamos buscando?
Somos todos conhecedores de fatos marcantes e que devem fazer parte de nossa história de vida familiar. Há um segmento da sociedade que vive a margem de nossa realidade pelo fato de buscarem experiências de um lar quase perfeito ou sem problemas.
Devemos levar em consideração nossos princípios e valores que são necessários para um viver maduro e com menos conflitos. Ter uma perspectiva de futuro produz em nós o desejo de vivenciar as mesmas motivações verdadeiras de gente que entende a real necessidade do viver com dignidade e sem máscara.
A criação pode ser declarada como perfeita, mas nós somos imperfeitos em nossas atitudes que revelam a mesquinhez de um coração vazio e soberbo que carrega um montão de hábitos e práticas que distorcem a verdade. Perceptivelmente vemos os valores de Deus sendo substituídos pela relativização da pós- modernidade e seus substitutos. O amor tem sido vulgarizado, a mente alimentada com as telenovelas que submete nossa inteligência ao ridículo; somos confrontados todo dia nas mais diversas formas de ataques emocionais e mentais colocando em risco a fidelidade conjugal e a confiança como elo para as relações familiares. Filhos não obedecem aos pais porque sentem serem inferiorizados quando tem que ouvir conselho dos maduros diante das verdades devido a influência maléfica daqueles que estão enfurecidos com a lei de Deus e seus valores absolutos.
Repensar significa especificamente, rever conceitos, observar a trajetória passada e aprender com os erros do passado. Estamos vivendo uma época de mudanças, para isto precisamos estar atentos a tudo o que ocorre em nosso meio. “Crer é também pensar” diz John Stott em seu livro editado pela ABU. Nossa vida e valores devem ser influenciados pela lei de Deus impressa em nossas mentes e corações conforme o texto de PV. 4:23. Tenho plena convicção da força propulsora do evangelho em nosso ser atuando sem reservas para que sejamos seres humanos sensíveis a atuação do espírito e as reflexões que fazemos em nosso dia a dia. A graça de Deus atuante em nosso ser possibilita um avanço na medida em que nos colocamos a disposição de sublimar aquilo que nos prende em nossas paixões e desejos intensos.
Na intensidade do amor familiar as relações tornam-se intensas, o diálogo existe e grandes são as realizações conjuntas.
Sei que mudanças acontecerão no coração e na alma dos que estão em busca da felicidade familiar.

redatorDjacy

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